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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

EI! NEM TODA GRACINHA A GENTE DEVE ESTIMULAR!
FILHOS NÃO SÃO PROPRIEDADES...
ORIENTEM-NO PARA O BEM DELE E DOS OUTROS! É SÓ UMA DICA VIU?




Relembrando Jean Piaget: “Com seus reflexos neurológicos básicos o bebê começa a criar esquemas das ações das pessoas que convivem com ele, do meio em que vive, com um processo que segundo ele, é uma assimilação direta nascida do contato, sem representações nem pensamentos.”

Imagem de internet - Alguém dá o exemplo e eles imitam.
Sabe aquele ditado popular: “falar ensina, mas exemplo arrasta?” Pois é, a gente precisa prestar atenção nos exemplos que estamos dando às crianças nesta fase de construção de seus esquemas neurológicos de aprendizagem, fase de assimilação.



Então ele chegou! Estava todo brilhando, foi para um lugar por ali e fechou a porta. Estava demorando e quando saiu… hum cheirinho bom! Molhou o cabelo, mas, num estava brilhando mais. - Você gostou disso não foi pequena? Papai tomou banho e saiu todo cheiroso! Pegou-a nos braços e saiu.

Olha a rua aí! Hum… que lugar é esse, tem um monte de gente parecida com ele, não de rosto, mas, de roupas… Barulho! Todo mundo falando ao mesmo tempo! Que é isto que está pondo na boca? Também quero! Eca! É muito ruim! - É pequena, seu pai tinha lhe apresentado a cerveja! Pela cara e o tanto que cuspiu, não foi um prazer em conhecer não né?

Mas, virou rotina, ele passou a levar você todo fim de semana. Falo porque eu sei onde ele lhe levava viu? Era para o boteco! Até o dia que lhe deu um rabo de galo (cachaça da boa com vermut) e você chegou dormindo nos braços dele; bêbado e levou uns gritos da mamãe. Você foi direto para o berço! E sua mãe foi tentar colocar um pouco de juízo na cabeça dele… nunca mais ele levou você para lá! 

         
Imagem de internet
                                     Saúde
Quando entra no organismo, o álcool vai diretamente para o cérebro, o fígado, o rim e o coração. Como a criança está em desenvolvimento, pode prejudicar a formação dos neurônios, acarretar problemas nos batimentos cardíacos e levar a problemas de aprendizado e de desenvolvimento psicomotor. O álcool é proibido para menores de 18 anos justamente porque abrange a idade de formação do corpo.  Em alguns países, a idade mínima é de 21 anos.
Outro detalhe é que uma quantidade muito menor faz efeito muito maior em uma criança. Por exemplo, um copo pequeno de cerveja pode não ter grandes consequências em um adulto, mas pode levar uma criança ao hospital. (ww.alcoolismo.com.br/o-alcool/criancas-e-bebidas-alcoolicas-nao-combinam-saiba-o-porque/)
       
  Já falei demais hoje! Inté!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

VENTRE VIRADO? - Esse povo antigo tem umas coisas estranhas!

" Diz a crença que quando a criança toma um susto vira o ventre, e isso causa diarreia de cor verde, a criança fica irritadinha. E dizem que isso só melhora se levar a criança em uma rezadeira. Public. 
em 7 de nov de 2011 no brasil.babycenter.com/thread/3337/ventre-virado"


imagem da internet

"Jean Piaget revolucionou a educação de crianças. Conseguiu mostrar, segundo suas experiências, que como sujeitos epistêmicos - esse conceito reúne saberes da Biologia, da Psicologia e da Filosofia para explicar como todos podem aprender e como a inteligência se desenvolve - , que elas não aprendem como os adultos e constroem seu aprendizado organizando mentalmente pelo modo que chamou de assimilação e acomodação. O primeiro estágio que vai de 0 a 2 anos ele chamou de sensório-motor.

Mas, como assim? O bebê pega o que está em sua mão; "mama" o que é posto em sua boca; "vê" o que está diante de si. Aprimorando esses esquemas, é capaz de ver um objeto, pegá-lo e levá-lo a boca. A sensação de prazer desta criança Freud chamou de fase oral quando criou as teorias do desenvolvimento psicossexual. Mas isso é outra história! Também vou falando sobre o assunto! (adaptadohttp://penta.ufrgs.br/~marcia/estagio2.htm)

Com seus reflexos neurológicos básicos o bebê começa a criar esquemas das ações das pessoas que convivem com ele, do meio em que vive, com um processo que segundo Piaget, é uma assimilação direta nascida do contato, sem representações nem pensamentos. Como somos diferentes aprendemos de modo muito particular."
Imagem da internet

A segunda lembrança: aquela que fazia as coisas em casa entrega você para essa outra, que também não era familiar, que nunca viu antes e que de repente pegou pelos pés e virou de cabeça para baixo atrás da porta. Que medo de cair de cabeça! E o que era aquele negócio verde que ela batia em você? E ela estava tão séria e não escutava você gritando que ia cair! Foi um horror! Parecia que não ia acabar nunca mais! De repente ela te devolveu e a outra te balançou e aquilo estava até gostosinho... foi parando a vontade de chorar, - mas não me dá pra ela de novo!

Isso tudo era sua mãe lhe dando para a benzedeira rezar seu ventre atrás da porta e de cabeça para baixo! Aquele negócio verde, era guiné e arruda. Você nunca esqueceu da sensação de medo, impotência e do que você "pensava" e ninguém ouvia! Ah! e foi dali que você começou a prestar atenção que conversavam com você e quando você respondia a pessoa não ouvia e perguntava de novo. Tinha ora que era de irritar, aí você fazia o que sabia... chorar kkkkkkkkk. Inté chorona!


domingo, 29 de janeiro de 2017

PELA JANELA DOS OLHOS

Imagem da internet
Quando olhamos um bebê, não temos ideia, vaga que seja, do que se passa na cabecinha dele. Jean Piaget observou os próprios filhos para falar dos estágios  de desenvolvimento cognitivo, que criou esquemas de como é o processo de aprendizagem da criança e adolescente. Dando um mergulho em suas memórias mais profundas. A partir de quando um ser pode ter lembrança de algo em sua vida?Pois foi olhando uma foto que passei a analisar: Que dizer de você minha linda criança? Tão inocente, ingênua, confiante e bela, mas, com tantos reflexos de um tempo distante?

Imagem da internet
A primeira lembrança: - "Meu Deus! o que faço agora? Já tive nove filhos que me deram muito trabalho, agora que a menor está mocinha, vou começar tudo de novo? Velha, cansada e ainda doente? Mas, não podia deixá-lo sem um filho! Pelo menos este! Que Deus me ajude. - Essa pessoa chorava muito e sentia muita tristeza, arrependimento, sacrifício, tentava se conformar. E aí tudo parou.

O que vibrava naquele homem quando lhe viu superou  qualquer tristeza. Era uma sensação de bem querer, mais que bem querer! quando pegava você era bom! Mas ele sumia...! E ficava a mocinha e a outra que fazia umas coisas na casa. Mas você só queria ficar com a mocinha.

Sente e não sabe explicar o quanto o que vê é estranho aos seus olhos.

- Que gente é essa? Não  conheço ninguém! Será que não percebem que eu não sou daqui? Mas, afinal, o que estou fazendo aqui? E se não sou daqui, de onde eu sou?

Os reflexos começaram a aparecer na sua estranheza ao olhar para as roupas, prestar atenção nos cheiros, no gosto do alimento que lhe era dado. Nada era familiar.

E daí por diante, já que ninguém ouvia seus pensamentos, quando transbordava, o choro era o desabafo. Também não tinha alguém que lhe tirasse dali para levá-la para algum lugar que você se lembrasse, alguém que lhe respondesse seus questionamentos, o jeito foi aceitar, e aí foi aflorando a criatividade.

- Quem é essa que cuida de mim? Não consigo me lembrar dela, só sinto que não gosto do jeito dela. Gosto desse que me faz carinho e brinca comigo e  dessa outra que me dá  banho e põe essas coisinhas que voam quando ela me leva para ver a rua.

- Ele chegou!! Como gosto quando me pega e me leva para a rua, faz tudo que preciso, troca quando me molho, lava os paninhos e aquela lá mostra o paninho esticado... por que será que fica assim? - ô por que fica assim? - ela continua achando ruim que está esticado, tá duro... (o amor demais por você estava estragando tudo, seu pai queria fazer TUDO que tivesse a ver com você! mas, não sabia lavar roupa, deixava suas fraldas durinha de sabão!). É até engraçado, vendo de fora! kkkkk - Amanhã te conto mais tá?

sábado, 28 de janeiro de 2017

Reflexões...

Uns tem dificuldade de compreender: como assim? - todos estão conectado? - mas, querem conseguir compreender, outros vêem conexões fragmentadas daquilo que acredita ser verdadeiro em cada mensagem escrita, falada ou simplesmente cantada. Eu faço parte destes dois tipos. Certa vez, lendo "Lao-Tzu" fiquei muito intrigada com os "momentos" em que as pessoas ascendiam, o que lia como "iluminavam-se" Ai... vivendo... tenho percebido que cada um tem sua maneira de buscar sua iluminação, seu Eu Sou. Existe a cerne, mas, cada um a encontra de acordo com sua capacidade de entendimento, com seus códigos e linguagens internos. Muito de quem busca, vem fantasiado daquilo que acredita. Então... está tudo certo.

domingo, 28 de agosto de 2016

Se foi... deixe ir.

Quantas vezes acontece na vida, um encontro? aqueles que abalam, mas que só mesmo, quando estamos com algum tipo de carência.

Procurei fazer parte de sua vida do meu jeito.
Aceitei você com sua bagagem, sem perguntar de onde ela vinha e levei a minha afinal eu já a tinha.
Fiz o possível para entender seus porquês, confiei, confrontei, perguntei nem sempre tive resposta reta, direta, desconfiei.
Compreendi, fui compreendida; foi "chumbo trocado" que dizem: não dói! Mas, é mentira! Dói sim... me senti roubada neste final. Roubou tudo aquilo que nunca foi meu e nem teria porque ser, afinal ninguém é de ninguém!
Eu não sou minha, que dirá ser minha a bagagem tua?! Mesmo assim, a cada lembrança um roubo, uma dor, um abrandar desta fumaça tóxica chamada ciúmes, posse e solidão.
E aí vem mais "por quês", agora sem respostas, nem retas e nem tortas. Tem nada não, temos que viver o luto desta morte anunciada e lenta chamada relação. - M.D.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Fui criada como galinha e só descobri hoje!

Venho de uma família prolixa; de irmãos que contam causos pausadamente, que não perdem a paciência de conversar o mesmo assunto por horas...

Como a cultura familiar é determinante sobre alguns aspectos pessoais, eu não fugi a regra. Contava causos para os amigos, a cada tema, uma verdadeira redação! Até que conheci uma moça, canceriana, que tinha orgulho em me dizer que era cavalo de fogo no horóscopo chines; o que eu nem fazia ideia o que significava e que me disse em meio a uma crise existencial minha, acompanhada de uma confidência que, ela, alcoolizada, gritou: "Ah! Não sou obrigada a ouvir seus problemas! Por que não procura um analista?" - fiquei em estado de choque! num primeiro momento, totalmente impactada pela grosseria e falta de educação e depois de respirar bem fundo e dar a Cesar o que é de Cesar, pensei...: "Bem, direito dela não querer me ouvir! Não precisava este show de tosquitude rsss, mas, é um direito!" - dali para frente sempre pensei que tinha assunto demais, histórias demais, descobertas demais que queria repartir com alguém.

Recentemente, quando cheguei da minha analista, esquecida da lição acima citada e fui dividir uma confidência com uma pessoa com quem tive um relacionamento íntimo e ouvi quase a mesma coisa! Resolvi não mais passar por isto, deixar de ser chata e parar de confidenciar coisas com pessoas. Quase cantei: "...de hoje em diante vou modificar o meu modo de vida..." 

Mas como não sei nem se alguém vai ler isto, vou dizer... descobri que sou uma águia que foi criada como galinha! Não entendeu? segue a fábula:

"Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. 
Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha. 
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.
Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: 
- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia. 
- De fato, disse o homem.- É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras. 
- Não, retrucou o naturalista.- Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas. 
- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia. 
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse: 
- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe! 
A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. 
 O camponês comentou: 
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha! 
- Não, tornou a insistir o naturalista. - Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã. 
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. 
Sussurrou-lhe: 
- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe! 
Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas. 
O camponês sorriu e voltou a carga: 
- Eu havia lhe dito, ela virou galinha! 
- Não, respondeu firmemente o naturalista. - Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar. 
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a  águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e dourava os picos das montanhas. 
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: 
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! 
A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte. 
Foi quando ela abriu suas potentes asas. 
Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto. 
Voou. E nunca mais retornou." 
Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas. E ainda até pensamos que somos efetivamente galinhas. Porém é preciso ser águia. Abrir as asas e voar. Voar como as águias. E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar.”   
Extraído de artigo publicado pela Folha de São Paulo, por Leonardo Boff, teólogo, escritor e professor de ética da UERJ  

Então, justamente na hora em que comecei a contar sobre "a montanha" ela me ceifou! Chega! Minha analista será minha amiga de infância! Afinal ela ganha para isto né? 

Beijão!

Falando sério!

Há anos observa-se as mal traçadas linhas da governabilidade no tocante a educação.

Bom, vamos começar do princípio! Acho que o título "Educação" tem um fundo de senso comum voltado para um equívoco.

Uma coisa é instrumentalizar o cidadão para o mundo do trabalho,  outra é dar educação no sentido ético; moral e bons costumes que é responsabilidade dos pais ou dos responsáveis pela criança que não necessariamente pais.

Veja as definições e significados atribuídos a palavra educação:

educação
substantivo feminino
1.
ato ou processo de educar(-se).
2.
  1. aplicação dos métodos próprios para assegurar a formação e o desenvolvimento físico, intelectual e moral de um ser humano; pedagogia, didática, ensino. https://www.google.com.br/search?sourceid=chrome-
1 Conjunto de normas pedagógicas tendentes ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito.
2 Conhecimento e prática dos usos da gente fina.
3 Instrução, polidez, cortesia. https://dicionariodoaurelio.com/educacao
Segundo a LDB 9394/96 -
TÍTULO I

Da Educação


Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.

§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.

§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.

TÍTULO II

Dos Princípios e Fins da Educação Nacional

Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Professores que convivem com o dia a dia de instituições públicas sabem que isto tudo é lido por alguns que é obrigação da escola educar no sentido de educação familiar formal e é ai que complica tudo!

Muitos chamam alguns alunos de "filhos da escola" - são aqueles que os supostos responsáveis não acompanham o dever de casa, não participam de reuniões de pais e nem se importam se voltam para casa, entre outras coisas. E por vezes cobram dos professores e demais a "educação familiar" que seria o primeiro contato da criança com sua cultura, como se estes tivessem obrigação!

Vamos analisar profundamente a educação formal - familiar e a educação que instrumentaliza o cidadão para o mundo do trabalho? Deixe sua opinião e quem sabe juntos, podemos encontrar um denominador comum!

Grande abraço!